Prestes a celebrar 1 mês de operações no aeroporto Francisco Sá Carneiro, a Wizz Air anuncia agora uma nova rota: Budapeste. A ligação direta com a capital húngara arranca a 4 de Setembro com 2 frequências semanais (4ªf e Domingos) e equipamento Airbus 320 com 180 lugares.
Budapeste é um dos destinos emergentes da Europa, tanto para lazer como para negócios, e uma excelente base para deslocações às restantes cidades Húngaras. No sentido contrário, Portugal é um destino cada vez mais atrativo na Hungria e o Porto uma boa base para ligações ao resto do país, nomeadamente a Lisboa, Algarve e às ilhas. O perfil e o volume de procura estão quase a par dos apresentados pela ligação a Varsóvia, inaugurada em Maio, pelo que os desafios e as expectativas são os mesmos da conexão polaca.
Com as duas rotas anunciadas este ano, a Wizz Air replica os passos iniciais que deu em Lisboa no ano passado. A capital tem uma procura mais forte, madura e diversificada para o Leste da Europa, no entanto, e acautelando esta diferença, será interessante acompanhar se a evolução futura da companhia no AFSC continua a reflectir a evolução passada na Portela ou se segue um outro rumo.
Em conferência de imprensa na cidade do Porto, a companhia irlandesa levantou o véu sobre uma programação de Inverno cheia de novidades para o aeroporto Francisco Sá Carneiro. As mais visíveis são a nova ligação a Varsóvia Modlin, bem como a ofensiva a 3 das 4 rotas abandonadas pela TAP: Barcelona, Bruxelas e Milão. Destaque ainda para as ligações a Dublin, Liverpool e Valência, que deixam de ser sazonais.
Relativamente à rota de Varsóvia, começa no dia 2 de Novembro e terá 2 frequências semanais (4ªf e Sábados). O anuncio chega menos de uma semana depois do efectuado pela Wizz Air, numa reacção quase igual à que teve quando a Wizz Air apresentou Lisboa-Varsóvia. A diferença é que desta vez a companhia húngara preveniu-se, guardou a sua mão até a Ryanair ter a programação de Verão fechada e assim evitou um inicio simultâneo de operações. Fica agora a questão de quando, e se, ambas se encontrarão no corredor Porto-Varsóvia. Nenhuma tem por hábito recuar.
Os reforços nas rotas de Barcelona, Bruxelas e Milão Bergamo estão garantidos a partir do final de Outubro, apesar da companhia ter dito que está a procurar formas de introduzir essa capacidade mais cedo. Bruxelas e Milão recebem +4 frequências semanais, que no caso da capital belga serão distribuídos em partes iguais pelos aeroportos de Zaventeme Charleroi. Já Barcelona ganha +1 frequência diária. Estes novos voos, por si só, permitem cobrir 149% da oferta abandonada pela TAP para Barcelona, outros 57% para Bruxelas Zaventem (111% contando Charleroi) e 146% para Milão.
Não recebendo a mesma atenção que as anteriores, o prolongamento do período de operação de 3 rotas clássicas, Dublin, Liverpool e Valência, é igualmente importante. Com Dublin volta a estar aberta no Inverno a única ligação directa entre o Porto e a Irlanda, 9 anos depois da Ryanair a ter restringido ao Verão. Liverpool, que passou a sazonal em 2007, ajudará a capitalizar o grande crescimento que o mercado inglês está a verificar e que não dá sinais de abrandamento. Finalmente, a operação de Inverno para Valência, suspensa em 2013, é uma mostra da recuperação do mercado Espanhol e permitirá fortalecer os laços com a 3ª maior cidade espanhola.
Com estas novidades a low-cost irlandesa avançou uma previsão de 3.4 milhões de passageiros transportados nos seus aviões de/para o Porto em 2016. Assim, continua sobre carris o compromisso pessoal de Michael O’Leary de fazer crescer a operação da Ryanair no AFSC até atingir os 5 milhões de passageiros anuais em 2018. Um compromisso crescente pelo Porto que mostra, novamente, que o interesse estratégico de uma companhia aérea não é algo que possa ser forçado ou comprado. As companhias podem vender migalhas a preço de ouro, mas na hora da verdade, o interesse estratégico prevalece sempre.
Boeing 737-800 da Ryanair. Foto tirada por Ron Kellenaers
Um ano depois de ter dado os primeiros passos no mercado português, a Wizz Air anunciou hoje que vai unir o Porto com Varsóvia a partir do próximo dia 15 de Maio. A operação está desenhada com 2 frequências semanais (4ªf e Domingos) operadas com equipamento Airbus 320 de 180 lugares.
A capital polaca é um dos mercados que gera maior volume de passageiros indirectos entre o Porto e o Leste da Europa, tendo apresentado crescimentos de dois dígitos nos últimos anos. Ainda assim há que reconhecer que esse volume é ainda pequeno, em parte porque reflecte o tamanho do mercado, mas também porque muita gente “escapa” à contabilidade comprando 2 bilhetes separados com ligações por sua conta (muitas vezes mais baratas) em vez de 1 bilhete com ligação garantida. Este desfasamento, que afecta as principais rotas para o Leste, combinado com a longa duração dos voos em questão e a cada vez maior atenção das companhias aéreas europeias aos seus custos de oportunidade tem dificultado a abertura de ligações como esta. A nova operação Porto-Varsóvia reveste-se assim de importância dupla, uma vez que servirá de exemplo para futuras avaliações de potencial de rotas/frequências entre o AFSC e aquela parte do velho continente.
Actualmente, a Wizz Air é não só a maior companhia aérea da Europa de Leste, mas também uma das que mais cresce em todo o continente e uma referencia a nível de baixos custos operacionais. Essa força competitiva, aliada aos laços crescentes entre Portugal e a Polónia serão fundamentais para que a rota possa ter sucesso.
Airbus 320 com a colorida pintura da Wizz Air. Foto cedida pelo Blog Skiespassion
Copenhaga vai regressar à lista de destinos do aeroporto Francisco Sá Carneiro no dia 28 de Março 2016, desta vez por mão da Ryanair. A transportadora irlandesa vai disponibilizar 3 frequências semanais nesta ligação (2ªf, 4ªf e 6ªf), naquela que será a rota mais longa da Ryanair a partir do Porto.
Esta é a segunda tentativa de entrada da Ryanair no mercado nórdico a partir do Porto, depois da má experiência com a rota de Estocolmo (Skavsta) entre Outubro 2007 e Maio 2008. Desta vez a companhia irlandesa terá a seu favor um sector mais curto, um nível de procura bastante superior, melhores frequências e uma conjuntura económica mais favorável. Para Copenhaga este é também um round 2, depois da SATA ter operado a rota entre Abril 2012 e Fevereiro 2013. Também neste caso as coisas correram mal, muito por culpa da transportadora açoriana que actuou contra todos os estudos de mercado sobre a rota que existiam na altura. Comparado a operação passada da SATA, a que a Ryanair vai estrear no próximo ano contará com frequências adequadas ao passageiro alvo, com uma procura que cresceu significativamente desde 2013 e com uma companhia que desfruta de uma imagem mais forte junto dos consumidores europeus e de custos de produção muito mais baixos.
A capital dinamarquesa é a 3ª rota europeia com maior volume de passageiros indirectos no AFSC e portanto um dos principais mercados não servidos a partir do Porto. A este potencial acresce o de boa parte do resto da Dinamarca e do sul da Suécia, facilmente acessíveis a partir do aeroporto de Copenhaga por transporte individual ou colectivo.
A Ryanair anunciou hoje o plano de expansão para a base operacional que tem no aeroporto de Colónia, e que entre outras contempla a abertura de uma ligação directa entre esta cidade e o Porto. A rota terá 4 frequências semanais, com a operação a iniciar-se a 25 de Outubro deste ano.
A 4ª maior cidade da Alemanha, Colónia, não é um destino novo do aeroporto do Porto. A UPS opera diariamente a rota para transporte exclusivo de carga aérea, mas até inícios de 2010 a Air Berlin e a TUIfly, em cooperação, disponibilizavam 3 frequências semanais no Verão e 2 no Inverno para transporte de passageiros. A rota acabou por ser cancelada quando o grupo TUI decidiu reestruturar a sua divisão de transporte aéreo. Colónia era o maior mercado alemão sem um voo directo para o Porto, titulo que agora passa para Hannover.
Com 720.000 passageiros em 2014, a Alemanha foi a 5ª maior origem/destino dos passageiros do AFSC. Este ano a previsão é superar os 800.000, com a ajuda dos 5 novos destinos e de aumentos de capacidade noutros 3.
A partir de Maio deste ano, o aeroporto do Porto vai receber voos directos desde Tel Aviv, em Israel, operados pela Arkia. Trata-se de uma operação charter contratada pela Eshet Tours, o segundo maior operador turístico israelita, neste caso para servir pacotes de circuito por Portugal. Por este motivo, os voos com origem/destino Porto apenas serão operados cada duas semanas, existindo voos com origem/destino Lisboa intercalados com os nossos, para que os turistas possam começar o seu percurso no Porto e terminar em Lisboa, e vice-versa, sem que eles tenham que voltar para trás ou o avião tenha que fazer qualquer sector em vazio.
No total estão programadas 20 operações, com o primeiro voo vindo de Tel Aviv a aterrar no Francisco Sá Carneiro a 02 de Junho e com o último a levantar voo a 6 de Outubro. O modelo de avião seleccionado para a missão foi o Boeing 757-300, com capacidade para 265 lugares, o que significa uma oferta de 5.300 lugares. Apesar de ser um voo destinado a servir os turistas da Eshet, a Arkia também disponibiliza no seu site bilhetes apenas para os voos.
Em Lisboa, a operação regular que existe hoje para Israel deu os primeiros passos em 2009, exactamente com voos charter de reduzida frequência. É por isso interessante olhar para a evolução da ligação entre a capital portuguesa e Tel Aviv, e tentar antecipar o que pode ser o futuro dos voos para o Porto:
Número de movimentos entre Tel Aviv e Lisboa. Dados: ANA, PressTur
Olhando para o gráfico, vemos que as 20 operações programadas para o Porto este ano comparam bem com as 18 efectuadas em 2009 para Lisboa. Seguiram-se dois anos de relativa estagnação, coincidentes com um período dificil para a aviação por causa da crise económica, mas em 2012 a ligação ganhou novo fôlego e iniciou um ciclo de crescimento acelerado. O que começou com 18 voos cresceu para 137 no ano passado, com 3 companhias a operarem entre a Portela e Tel Aviv. Este ano deve ser ainda melhor e bater o registo de 2014. Um bom pronuncio para o que nos pode reservar o futuro, caso os voos deste ano tenham sucesso.
Boeing 757-300 da Arkia, com 265 lugares. Foto tirada por Erezms
A CSA anunciou hoje que vai começar a voar para Porto a partir do dia 22 de Maio, com voos directos para o seu hub em Praga, naquela que será a única ligação directa da companhia checa para Portugal. A conexão será efectuada 2 vezes por semana, com aviões Airbus 319 de 144 lugares, e representa uma oferta de 13.000 lugares até ao final da temporada de Verão 2015 (S15). As partidas do Porto estão marcadas para 3ªf e Sábados de manhã, enquanto as partidas de Praga estão marcadas para 2ªf e 6ªf ao fim do dia, ficando o avião a pernoitar no Francisco Sá Carneiro.
A capital da República Checa é um dos principais pontos turísticos do Velho Continente, e um destino com uma procura interessante de/para Portugal durante o Verão. É também uma das portas da Europa de Leste, um mercado difícil a partir do Porto devido à distância e à procura relativamente baixa. O facto da CSA ter uma operação para o Leste muito interessante no aeroporto de Praga, aliado aos bons horários desta rota, serão não só importantes para o sucesso destes voos mas principalmente será um bom indicador para o desenvolvimento de outros destinos na região a médio prazo.
A CSA é a companhia de bandeira Checa e membro da aliança SkyTeam. Presentemente a transportadora encontra no meio de uma profunda reestruturação interna, agravada pela situação actual do mercado Russo, tradicionalmente muito importante para a empresa. A partir de Praga voa para aproximadamente 50 cidades em 25 países, com destaque para a boa cobertura da Rússia (8 destinos directos), da Escandinávia e para a presença de destinos exóticos como Košice (Eslováquia) ou Hévíz/Balaton (Hungria).
Airbus 319 da CSA, a espinha dorsal do médio curso da companhia checa. Foto tirada por Björn Van Brussel
A easyJet anunciou ontem a abertura de mais 2 rotas a partir do Porto, com inicio em Junho do próximo ano: Estugarda e Luxemburgo. Os voos serão efectuados com recurso aos Airbus 320 da nova base, e elevam para 12 o número de destinos da companhia inglesa no AFSC.
Estugarda contará com 2 frequências semanais, com operações às 2ªf e 6ªf e com horários convidativos tanto para passageiros de negócios como de lazer. É o regresso dos voos directos à casa da Mercedes-Benz e da Porsche, abandonados em 2009 por não se enquadrarem na estratégia da TUIfly, companhia que operava à rota nesse momento. Como detalhe, o Porto será a 3ª rota da easyJet em Estuarda, depois de destinos como Londres e Milão.
A ligação com o Luxemburgo terá 3 frequências semanais, com voos às 3ªf, 5ªf e Domingos. Era uma das rotas mais esperadas aquando do anuncio da base da easyJet no Porto, e permitirá estimular o mercado actualmente dominado por duas companhias tradicionais (Luxair e TAP). Luxemburgo é a maior rota do Francisco Sá Carneiro sem presença low-cost.
Airbus 319 da easyJet. Foto tirada por Artur Jarosz
A Germanwings anunciou hoje a abertura de voos regulares entre o Porto e Düsseldorf, na Alemanha, a partir de Abril do próximo ano. A ligação terá 2 frequências semanais (apenas 1 em Abril), todas as 3ªf e Sábados, operadas por aviões Airbus 320 configurados com 174 lugares. Fica assim coberto mais um “buraco” nas ligações entre o Francisco Sá Carneiro e a Alemanha, mercado que movimentou nos últimos 12 meses 700.000 passageiros.
Düsseldorf encontra-se no coração de uma das áreas mais densamente povoadas da Europa, servindo 18 milhões de pessoas num raio de 100km. Era também o maior aeroporto alemão sem voos directos para o Porto, sendo que já existem voos regulares para os aeroportos vizinhos de Dortmund (73km) e Weeze (76km) com um combinado de 5 frequências semanais operadas pela Ryanair. É esta concorrência que motiva uma entrada cautelosa da companhia alemã nesta rota.
A Germanwings é o braço low-cost do Grupo Lufthansa para o mercado alemão, e tem no aeroporto de Düsseldorf a sua maior base e principal hub. A companhia tem vindo a crescer de forma acelerada nos últimos anos, fruto de várias decisões estratégicas, nomeadamente a passagem da Lufthansa para a Germanwings de todos os voos europeus com origem na Alemanha fora dos hubs de Frankfurt e Munique.
Airbus da Germanwings. Foto tirada por Oliver Brunke
Parece que desta, é de vez. A ANA anunciou hoje que a Turkish Airlines começará a voar entre Istambul e o Porto a partir de 30 de Abril com 4 frequências semanais: 3ªf, 5ªf, Sábados e Domingos. A abertura da rota já tinha sido divulgada pela companhia mais do que uma vez nos últimos anos, no entanto esta é a primeira vez que a Turkish tem slots atribuidos no AFSC e que a rota é confirmada pela ANA.
A entrada da companhia turca era um desejo antigo do aeroporto para responder principalmente à procura crescente pelo mercado asiático, mas também de outros como Europa de Leste, África e a própria Turquia. A posição estratégica de Istambul, juntamente com uma base de custos muito baixa, permitem à Turkish Airlines oferecer simultaneamente preços extremamente competitivos e um produto superior à maioria dos seus concorrentes. Por outro lado, a nível europeu o Francisco Sá Carneiro é o 13º maior aeroporto sem voos regulares da Turkish Airlines, sendo que se excluirmos aeroportos insulares e de cidades com mais que um aeroporto, seria o 3º maior sem voos da companhia de bandeira turca.
A Turkish Airlines vem ainda reforçar a presença da Star Alliance no Porto, sendo a 5ª companhia da aliança a servir o Porto de forma regular. Até ao final de Outubro deste ano as companhias da Star Alliance atingiram 33% de quota de mercado através de 19 rotas directas distribuídas por 3 continentes.
A330 da Turkish no AFSC. Foto tirada por Carlos Seabra