Continua a apresentação da temporada de Verão 2017 (S17) da Ryanair, e com ela, mais uma nova rota para o Porto: Edimburgo. A capital escocesa passa a incorporar a lista de destinos diretos do AFSC a partir do próximo dia 28 de Março, com voos às 3ªf e Sábados, operados com aviões Boeing 737-800 configurados com 189 lugares.
Depois das aberturas de Manchester e de Bristol em 2015, a Escócia era o principal buraco na cobertura de destinos diretos do aeroporto Francisco Sá Carneiro no Reino Unido. Tanto Glasgow como Edimburgo estavam na mira, no entanto, a balança sempre pendeu um pouco para o lado da capital escocesa por ser um mercado maior (3º maior do Reino Unido, logo depois de Londres e de Manchester) e por ter uma localização mais central no eixo Glasgow-Edimburgo-Newcastle.
O Reino Unido é um mercado em grande crescimento a partir do Porto, com o nº de passageiros a aumentar 20% em 2015 (para 635.000) e outros 31% nos primeiros 5 meses deste ano. Estando fortemente concentrado nas rotas londrinas, o certo é que à medida que este mercado vai crescendo vai também justificando ligações a outras partes do território, como Bristol ou Manchester, iniciadas em 2014, ou como Edimburgo.
A Ryanair anunciou hoje que vai começar a voar entre o Porto e a Terceira já a partir de 3 de Dezembro, com uma frequência de 2 voos por semana (3ªf e Sábados) operada com equipamento Boeing 737-800 de 189 lugares. Desde Abril do ano passado que a companhia voa entre o Porto e os Açores, no entanto, a operação estava totalmente centralizada no aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada.
E se no caso das ligações à ilha de São Miguel a entrada da Ryanair foi uma lufada de ar fresco, o mesmo é de esperar para a Terceira. A ligação direta é hoje assegurada em exclusiva pela Azores Airlines (antiga Sata) e com apenas 1 voo por semana, às 4ªf. A baixa frequência, aliada a tarifas geralmente menos competitivas obriga quase sempre a uma escala neste trajecto.
Com este anuncio, a transportadora irlandesa continua a desenvolver a sua rede doméstica a partir do Porto, que cobre já 4 de 6 aeroportos internacionais do País. Ficam a faltar apenas os aeroportos madeirenses do Funchal e de Porto Santo, para onde a Ryanair ainda não opera.
A Air Algerie iniciou hoje a comercialização da sua nova ligação entre Argel e o Porto, via Lisboa, com inicio marcado para o dia 16 de Dezembro. A nova rota resulta do prolongamento da Argel-Lisboa, iniciada em 2014, e que passará a ser Argel-Lisboa-Porto a partir da próxima temporada de Inverno W16. Trata-se de uma operação com duas frequências semanais, às 2ªf e 6ªf, programadas com equipamento Boeing 737-800 de 162 lugares.
Argel é o principal destino indireto a partir do Porto para o Norte de África, em grande parte devido ao crescente apetite do tecido empresarial nacional na Argélia. Com as exportações de bens e serviços para aquele país a aumentarem 13% por ano (Dados: INE e Banco de Portugal, 2011-2015), e sabendo que grande parte desse volume é gerado por empresas localizadas no Norte e Centro de Portugal, o passo dado pela Air Algerie acaba por ser natural.
Quanto à escala em Lisboa, embora não seja ideal e aumente significativamente o tempo de viagem num trajeto tão curto, como ponto de partida não é assim tão negativa: permite desenvolver o mercado, tanto de passageiros como de carga, com a estabilidade que o baixo risco da operação para a companhia aérea garante.
Com Argel, o Porto ganha uma 2ª ligação direta regular ao continente africano e volta a ter na sua lista de destinos uma cidade do Norte de África, aproximadamente 5 anos depois das rotas de Casablanca e Marrakesh terem sido canceladas. Apesar da proximidade geográfica, a falta de voos regulares para o Magrebe é notória e uma das maiores falhas de cobertura do aeroporto do Porto. Pela forte procura e pela estabilidade da escala, Argel será um bom indicador para testar este mercado.
Prestes a celebrar 1 mês de operações no aeroporto Francisco Sá Carneiro, a Wizz Air anuncia agora uma nova rota: Budapeste. A ligação direta com a capital húngara arranca a 4 de Setembro com 2 frequências semanais (4ªf e Domingos) e equipamento Airbus 320 com 180 lugares.
Budapeste é um dos destinos emergentes da Europa, tanto para lazer como para negócios, e uma excelente base para deslocações às restantes cidades Húngaras. No sentido contrário, Portugal é um destino cada vez mais atrativo na Hungria e o Porto uma boa base para ligações ao resto do país, nomeadamente a Lisboa, Algarve e às ilhas. O perfil e o volume de procura estão quase a par dos apresentados pela ligação a Varsóvia, inaugurada em Maio, pelo que os desafios e as expectativas são os mesmos da conexão polaca.
Com as duas rotas anunciadas este ano, a Wizz Air replica os passos iniciais que deu em Lisboa no ano passado. A capital tem uma procura mais forte, madura e diversificada para o Leste da Europa, no entanto, e acautelando esta diferença, será interessante acompanhar se a evolução futura da companhia no AFSC continua a reflectir a evolução passada na Portela ou se segue um outro rumo.
Luxemburgo será o 42º destino da Ryanair a partir do aeroporto do Porto. A operação arranca a 1 de Setembro e contará inicialmente com 4 frequências semanais: 3ªf, 5ªf, Sábados e Domingos. Com o inicio da temporada de Inverno deixam de ser operados os voos aos Domingos, mas são acrescentados outros dois, às 2ªf e 6ªf. O anuncio foi feito hoje por Kenny Jacobs em conferencia de imprensa do Grão-Ducado.
A partir do momento em que a Ryanair decide entrar no Luxemburgo, a decisão de voar para o Porto acaba por ser natural. Com quase 170.000 passageiros em 2015, é atualmente o principal destino do aeroporto luxemburguês, num mercado que ainda está muito concentrado nos dois operadores tradicionais, a Luxair e a TAP. A estes, haveria que somar como potenciais aqueles que utilizam os voos diretos da Ryanair a partir do aeroporto alemão de Hahn, a cerca de 100km de distância, bem como possíveis novos passageiros que utilizem ligações a partir do Porto de/para outros destinos nacionais.
Em 2015, a entrada da easyJet nesta ligação foi uma lufada de ar que permitiu estimular significativamente a procura. Agora, com a chegada da Ryanair, a capacidade volta a aumentar e mais que duplicará a existente em 2014. Outras rotas a partir do Porto têm apresentado crescimentos desta ordem sem apresentar sinais de capacidade excessiva, no entanto, dadas as especificidades da situação, provavelmente não seria estranho ver uma revisão em baixa do nº de voos entre o Porto e Hahn já este ano para compensar alguma diminuição da procura nessa rota.
Principais mercados: França (+12%), Portugal (+29%) e Espanha (-4%);
Rotas canceladas: Brive, Caracas, Londres Heathrow, Maastricht, Rennes e Roma Fiumicino. Perdem-se ainda os voos regulares para Porto Santo, mantendo-se apenas os charters;
Novas rotas: Colónia, Copenhaga e Varsóvia Chopin.
A Ryanair voltou hoje ao Porto para anunciar mais voos para o aeroporto Francisco Sá Carneiro, desta feita para Milão, com a abertura de uma ligação directa ao aeroporto de Malpensa. A operação tem inicio a 1 de Setembro e contará com 4 frequências semanais (2ªf, 5ªf, 6ªf e Domingos).
Desta forma, fica garantida não só a continuidade da rota Porto-Milão Malpensa, mas também o crescimento do par Porto-Milão. A partir de Setembro a Ryanair já cobrirá na totalidade a capacidade abandonada pela TAP, e a partir de Novembro, por cada lugar que a companhia portuguesa deixa de operar a Ryanair vai introduzir 3. Este movimento acaba por ser natural e tem se verificado igualmente nas rotas de Barcelona e Bruxelas, não só pela Ryanair mas também pela Brussels Airlines ou pela Vueling. Apenas está pendente a situação de Roma, o sector mais longo e menos denso das 4 rotas europeias abandonadas pela TAP.
A presença da Ryanair no aeroporto de Malpensa é recente mas estratégica para a empresa, sendo espectável um fortes investimentos nessa operação durante os próximos anos. Revestem-se assim de dupla importância estes novos voos, que permitem ao Porto ficar bem posicionado para beneficiar desses investimentos, sem prejuízo de uma operação sólida para Bergamo.
Boeing 737-800 da Ryanair em Malpensa. Foto tirada por Luca Carminati
Em conferência de imprensa na cidade do Porto, a companhia irlandesa levantou o véu sobre uma programação de Inverno cheia de novidades para o aeroporto Francisco Sá Carneiro. As mais visíveis são a nova ligação a Varsóvia Modlin, bem como a ofensiva a 3 das 4 rotas abandonadas pela TAP: Barcelona, Bruxelas e Milão. Destaque ainda para as ligações a Dublin, Liverpool e Valência, que deixam de ser sazonais.
Relativamente à rota de Varsóvia, começa no dia 2 de Novembro e terá 2 frequências semanais (4ªf e Sábados). O anuncio chega menos de uma semana depois do efectuado pela Wizz Air, numa reacção quase igual à que teve quando a Wizz Air apresentou Lisboa-Varsóvia. A diferença é que desta vez a companhia húngara preveniu-se, guardou a sua mão até a Ryanair ter a programação de Verão fechada e assim evitou um inicio simultâneo de operações. Fica agora a questão de quando, e se, ambas se encontrarão no corredor Porto-Varsóvia. Nenhuma tem por hábito recuar.
Os reforços nas rotas de Barcelona, Bruxelas e Milão Bergamo estão garantidos a partir do final de Outubro, apesar da companhia ter dito que está a procurar formas de introduzir essa capacidade mais cedo. Bruxelas e Milão recebem +4 frequências semanais, que no caso da capital belga serão distribuídos em partes iguais pelos aeroportos de Zaventeme Charleroi. Já Barcelona ganha +1 frequência diária. Estes novos voos, por si só, permitem cobrir 149% da oferta abandonada pela TAP para Barcelona, outros 57% para Bruxelas Zaventem (111% contando Charleroi) e 146% para Milão.
Não recebendo a mesma atenção que as anteriores, o prolongamento do período de operação de 3 rotas clássicas, Dublin, Liverpool e Valência, é igualmente importante. Com Dublin volta a estar aberta no Inverno a única ligação directa entre o Porto e a Irlanda, 9 anos depois da Ryanair a ter restringido ao Verão. Liverpool, que passou a sazonal em 2007, ajudará a capitalizar o grande crescimento que o mercado inglês está a verificar e que não dá sinais de abrandamento. Finalmente, a operação de Inverno para Valência, suspensa em 2013, é uma mostra da recuperação do mercado Espanhol e permitirá fortalecer os laços com a 3ª maior cidade espanhola.
Com estas novidades a low-cost irlandesa avançou uma previsão de 3.4 milhões de passageiros transportados nos seus aviões de/para o Porto em 2016. Assim, continua sobre carris o compromisso pessoal de Michael O’Leary de fazer crescer a operação da Ryanair no AFSC até atingir os 5 milhões de passageiros anuais em 2018. Um compromisso crescente pelo Porto que mostra, novamente, que o interesse estratégico de uma companhia aérea não é algo que possa ser forçado ou comprado. As companhias podem vender migalhas a preço de ouro, mas na hora da verdade, o interesse estratégico prevalece sempre.
Boeing 737-800 da Ryanair. Foto tirada por Ron Kellenaers
Um ano depois de ter dado os primeiros passos no mercado português, a Wizz Air anunciou hoje que vai unir o Porto com Varsóvia a partir do próximo dia 15 de Maio. A operação está desenhada com 2 frequências semanais (4ªf e Domingos) operadas com equipamento Airbus 320 de 180 lugares.
A capital polaca é um dos mercados que gera maior volume de passageiros indirectos entre o Porto e o Leste da Europa, tendo apresentado crescimentos de dois dígitos nos últimos anos. Ainda assim há que reconhecer que esse volume é ainda pequeno, em parte porque reflecte o tamanho do mercado, mas também porque muita gente “escapa” à contabilidade comprando 2 bilhetes separados com ligações por sua conta (muitas vezes mais baratas) em vez de 1 bilhete com ligação garantida. Este desfasamento, que afecta as principais rotas para o Leste, combinado com a longa duração dos voos em questão e a cada vez maior atenção das companhias aéreas europeias aos seus custos de oportunidade tem dificultado a abertura de ligações como esta. A nova operação Porto-Varsóvia reveste-se assim de importância dupla, uma vez que servirá de exemplo para futuras avaliações de potencial de rotas/frequências entre o AFSC e aquela parte do velho continente.
Actualmente, a Wizz Air é não só a maior companhia aérea da Europa de Leste, mas também uma das que mais cresce em todo o continente e uma referencia a nível de baixos custos operacionais. Essa força competitiva, aliada aos laços crescentes entre Portugal e a Polónia serão fundamentais para que a rota possa ter sucesso.
Airbus 320 com a colorida pintura da Wizz Air. Foto cedida pelo Blog Skiespassion
Dez anos depois, a Lufthansa voltará a cobrir a rota Porto-Munique em voo directo regular. O tão esperado regresso está marcado para o dia 24 de Abril, com uma operação de 4 frequências semanais (2ªf, 4ªf, 6ªf e Domingos) operada por equipamento Airbus 320. No total são quase 40.000 lugares adicionais e um aumento da oferta total da Lufthansa no AFSC da ordem dos 15%.
A noticia surge num momento interessante para a operação da transportadora alemã no Porto. Por um lado, a entrada progressiva de novos operadores e o reforço da operação de outros já presentes tem pressionado a liderança da Lufthansa em alguns mercados a partir do AFSC, levando a companhia a melhorar as refeições servidas bordo dos seus voos para Frankfurt e a baixar ligeiramente os preços de alguns destinos em ligação. Por outro, o anuncio há dois meses de que a Transavia iria entrar na rota de Munique ameaçava cortar algum espaço para a expansão da companhia alemã a partir do seu 2º hub. Neste contexto, o regresso da Lufthansa a esta ligação é um excelente sinal de que a procura de/para o AFSC que continua em crescimento e é atractiva.
Muitas vezes, quando uma companhia entra em resposta a outra, é comum ver horários e dias de operações sobrepostos. Felizmente não é um desses casos, pelo que será possível viajar directamente entre o entre o Porto e Munique todos os dias da semana, excepto aos Sábados. Até há bem pouco tempo, a Sata apenas explorava a ligação entre 1 a 2 vezes por semana, com preços e horários pouco convidativos. Um cenário que felizmente já parece distante.
Um dos Airbus 321 da Lufthansa com a pintura especial retro. Foto cedida pelo Blog Skiespassion