TAP prepara 2019 em força: abre ligações a Lyon e Munique, recupera Bruxelas, reforça Madrid e Nova Iorque

TP_B

A TAP confirmou esta semana a nova temporada de Verão 2019 a partir do aeroporto do Porto com reforços de peso. A transportadora portuguesa vai soma à lista de destinos diretos Lyon e Munique, recuperar a rota de Bruxelas e reforçar as ligações atuais a Madrid e a Nova Iorque. Para cumprir esse reforço a TAP deverá basear 3 novos aviões no Aeroporto Francisco Sá Carneiro: 1 Airbus 321LR e 2 Embraer 190

Antonoaldo Neves, presidente-executivo da TAP, já tinha avançado estas novidades há alguns meses, mas só agora foram confirmadas oficialmente, estando os horários e os bilhetes já disponíveis.

A lógica, tanto para a escolha das novas rotas como dos reforços, continua a ser a mesma que levou a companhia a recuperar as ligações a Barcelona e Milão Malpensa, bem como a abrir novas a Londres City e a Ponta Delgada: rotas com um volume de passageiros significativo, onde a TAP consegue ter vantagem ou em frequências ou em custos operacionais relativamente à concorrência. A parte operacional parece manter-se também, com os novos voos a serem organizados por forma a captar o passageiro ponto-a-ponto e a escalar o efeito hub.

tp_e190_cs-tpt
Embraer 190 da TAP. Foto tirada por Dn280

Com inicio marcado para 1 de Julho de 2019, a ligação a Bruxelas é a 3ª das 4 rotas europeias canceladas pela TAP no Porto em 2016 a ser recuperada. A antiga operação diária, operada com um misto misto de aviões Embraer 145 e Fokker 100, será agora uma operação bi-diária com aviões Embraer 190. A capital belga é um dos principais destinos do AFSC e base da Brussels Airlines, companhia com quem a TAP coopera de forma muito eficaz. Entre as duas, a oferta será de 4 voos diários, com uma oferta horária que permite maximizar as ligações tanto em Bruxelas como no Porto. Via AFSC, será possivel fazer ligações entre Bruxelas e Funchal, Lisboa, Madrid, Nova Iorque, Ponta Delgada, Rio de Janeiro e São Paulo.

Porto - Bruxelas (TAP Portugal)
De A Frequência Partida Chegada Nº voo Equipamento
01 Jul. - - - - - 1 2 3 4 5 6 7 07:00 10:30 TP 656 Embraer 190
01 Jul. - - - - - 1 2 3 4 5 6 7 17:35 21:05 TP 654 Embraer 190
-
Bruxelas - Porto (TAP Portugal)
De A Frequência Partida Chegada Nº voo Equipamento
01 Jul. - - - - - 1 2 3 4 5 6 7 11:10 12:50 TP 653 Embraer 190
01 Jul. - - - - - 1 2 3 4 5 6 7 21:45 23:25 TP 657 Embraer 190

Lyon é uma das rotas inéditas da TAP a ter inicio este ano, mais concretamente a 1 de Setembro. Tal como Bruxelas será uma operação bi-diária, em Embraer 190, com partidas do Porto ao inicio e ao final do dia. Com cerca de 250.000 passageiros por ano, a ligação à 2ª maior AM de França é uma importante rota do aeroporto, onde a TAP competirá com os quase 2 voos diários da easyJet e com o voo diário da Transavia. A companhia terá a vantagem de oferecer horários mais ajustados ao passageiro de negócio, diferenciados dos concorrentes, e a possibilidade de ligações via Porto para Lisboa, Madrid, Nova Iorque, Ponta Delgada, Rio de Janeiro, São Paulo, Terceira e Toronto. Por outro lado terá desvantagem em custos operacionais em relação aos outros dois concorrentes.

Porto - Lyon (TAP Portugal)
De A Frequência Partida Chegada Nº voo Equipamento
01 Set. - - - - - 1 2 3 4 5 6 7 06:00 09:05 TP 470 Embraer 190
01 Set. - - - - - 1 2 3 4 5 6 7 18:30 21:35 TP 468 Embraer 190
-
Lyon - Porto (TAP Portugal)
De A Frequência Partida Chegada Nº voo Equipamento
01 Set. - - - - - 1 2 3 4 5 6 7 09:45 10:55 TP 475 Embraer 190
01 Set. - - - - - 1 2 3 4 5 6 7 22:15 23:25 TP 469 Embraer 190

Para Madrid, a TAP acrescenta uma nova frequência ao meio-dia (TP1010 e TP1007), em Embraer 190, entre 15 de Junho e 26 de Setembro. Com estes novos voos, consegue cobrir o espaço do meio-dia/inicio da tarde para o ponto-a-ponto e combinar com todos os voos de longo curso a partir do Porto com a capital espanhola, bem como aumentar o leque de ligações a mais rotas de médio curso. A oferta da TAP sobe assim de 12 para 19 voos por semana neste corredor, superando a Ryanair em frequências mas continuando atrás da Air Europa e da Iberia.

Porto - Madrid (TAP Portugal)
De A Frequência Partida Chegada Nº voo Equipamento
- - - - - - 1 2 3 4 5 6 - 07:35 09:45 TP 1008 Embraer 190
15 Jun. - - 26 Set.- - 1 2 3 4 5 6 7 13:45 15:55 TP 1010 Embraer 190
- - - - - - 1 2 3 4 5 - 7 20:15 22:25 TP 1006 Embraer 190
-
Madrid - Porto (TAP Portugal)
De A Frequência Partida Chegada Nº voo Equipamento
- - - - - - 1 2 3 4 5 6 - 10:25 10:40 TP 1005 Embraer 190
15 Jun. 26 Set. 1 2 3 4 5 6 7 16:40 16:55 TP 1007 Embraer 190
- - - - - - 1 2 3 4 5 - 7 23:05 23:20 TP 1009 Embraer 190

Munique é outra das rotas inéditas da TAP no Porto. Tal como Lyon, tem inicio marcado para o dia 1 de Setembro, e contará com uma oferta de 1 voo diário em Airbus 319. Os voos terão a concorrência da Lufthansa, companhia parceira da TAP que tem em Munique um dos seus grandes hubs.  A TAP tem uma boa experiência em Lisboa nas rotas onde opera lado a lado com a Lufthansa, conseguindo aproveitar a sua vantagem em custos operacionais para captar uma maior fatia do passageiro ponto-a-ponto, bem como a sua relação com a Lufthansa para potenciar ligações e assim conseguir oferecer mais frequências. É expectável que o mesmo aconteça com estes voos. Do lado do Porto, e à semelhança das restantes rotas, a companhia portuguesa vai oferecer ligações entre Munique e Barcelona, Funchal, Lisboa, Madrid, Nova Iorque, Ponta Delgada, Rio de Janeiro, São Paulo e Toronto.

Porto - Munique (TAP Portugal)
De A Frequência Partida Chegada Nº voo Equipamento
01 Set. - - - - - 1 2 3 4 5 6 7 12:15 15:55 TP 548 Airbus 319
-
Munique - Porto (TAP Portugal)
De A Frequência Partida Chegada Nº voo Equipamento
01 Set. - - - - - 1 2 3 4 5 6 7 16:40 18:30 TP 549 Airbus 319

Para Nova Iorque, o aumento é de 4 voos semanais, passando de 2 para 6 frequências por semana a partir de Junho. O tipo de avião será alterado também, passando do habitual Airbus 330-200 com 268 lugares (24 em executiva, 244 em económica) para um dos novos Airbus 321Neo LR com 168 lugares (16 em executiva, 152 em económica). A utilização de um avião mais pequeno permite oferecer uma frequência competitiva, que por sua vez tornará os voos mais atractivos tanto para o passageiro ponto-a-ponto como permitirá estimular o fluxo de passageiros em ligação. Neste caso, será possivel fazer ligações via Porto, em tempo razoável, entre Nova Iorque e Amesterdão, Bruxelas, Frankfurt, Genebra, Istambul, Lisboa, Londres, Luxemburgo, Madrid, Milão, Munique, Paris, Ponta Delgada, Terceira e Zurique.

Porto - Nova Iorque Newark (TAP Portugal)
De A Frequência Partida Chegada Nº voo Equipamento
- 28 Mai. - 2 - - 5 - - 15:55 18:45 TP 213 Airbus 332
01 Jun. - - - - - 1 - 3 4 5 6 7 16:05 18:45 TP 213 Airbus 321
-
Nova Iorque Newark - Porto (TAP Portugal)
De A Frequência Partida Chegada Nº voo Equipamento
- 28 Mai. - 2 - - 5 - - 20:15 08:00 (+1) TP 214 Airbus 332
01 Jun. - - - - - 1 - 3 4 5 6 7 20:15 08:20 (+1) TP 214 Airbus 321

Com todas estas novidades, e à falta de saber como será a temporada de Inverno de 2019 (W19), perspectiva-se um novo ano record para a TAP no aeroporto do Porto. A transportadora nacional deve fechar 2019 com cerca de 3 milhões de passageiros no Francisco Sá Carneiro, quase o dobro dos que tinha aquando da reestruturação em 2016. O valor fica também já próximo daquele que tinha em Lisboa quando a operação na capital começou a ser escalada, processo que o atual presidente-executivo da TAP já afirmou querer replicar parcialmente no Porto.

_________________________________________________________________

1-Segunda-feira    2-Terça-feira    3-Quarta-feira    4-Quinta-feira    5-Sexta-feira    6-Sábado    7- Domingo

+1: Dia seguinte                          As horas são locais

56 comentários em “TAP prepara 2019 em força: abre ligações a Lyon e Munique, recupera Bruxelas, reforça Madrid e Nova Iorque”

  1. Boas Pete,

    Se não estou enganado a TAP irá operar o vôo OPO-GRU 4 vezes por semana (ao invés de 2) neste verão.

    HTP0081 TP0080 02APR22OCT 0200000 268332 OPOOPO1810 2020OPOOPO JJ 3ª
    HTP0081 TP0080 03APR23OCT 0030000 285333 OPOOPO1810 2050OPOOPO JJ
    HTP0081 TP0080 06APR26OCT 0000060 268332 OPOOPO1810 2050OPOOPO JJ atualmente opera quartas e sábados
    HTP0081 TP0080 05JUL27SEP 0000500 268332 OPOOPO1805 2005OPOOPO JJ 4ª

    1. Sim, 3 semanais, a juntar à Azul para Viracopos, já seria uma operação razoável para S. Paulo.
      Ainda assim o A330 poderia fazer, no(s) dia(s) livre(s) Luanda ou Rio pela TAP.
      Alguém sabe como está Roma? Continua a ser o calcanhar de Aquiles do nosso Aeroporto!!

    1. Não te sei dizer, acho que há umas quantas que podem fazer sentido nesta altura. Se forem conservadores diria Faro, Marselha, Basileia e Frankfurt. Se quiserem arriscar um bocado mais, podíamos ver Nice, Nantes, Basileia, Roma, Bolonha, Veneza, Viena, Berlim e Manchester.

    2. Há um rumor que a TAP quer fazer um investimento nos Açores, apostando nalgumas rotas Açores-América do Norte ou, como quem diz, matar de vez a SATA. Se assim for, e os A321LR parecem-me porreiros para esta ideia, imagino que abram, finalmente, o Terceira-Porto-

    3. Se não me engano há até umas declarações nesse sentido por parte de alguém da TAP, mas sinceramente acho os A321LR desnecessários para fazer esse tipo de rotas, um A32N normal chega perfeitamente. Mesmo a nível de produto, fica a par com a Azores.

      Também não estou a ver a TAP fazer ligações nos Açores, parece-me que o foco será mais no ponto-a-ponto. Podia eventualmente ter um modelo tipo a Azores, OPO/LIS-PDL/TER-BOS/YYZ, mas já faz muitos anos que a TAP abandonou esse tipo de operações.

  2. Entretanto, estes novos voos da TAP para Lyon, Munique e Bruxelas já estão abertos a reservadas também para W19/20.

    Tal como os voos da Azul para Viracopos.

    Já começa haver matéria Pete…

  3. A TAP pode no IMO Porto operar algum “HUB oportunistico”, isto é em cima de rotas que são elas auto sustentáveis no ponto a ponto, fazer algum “on top” tráfego indireto.
    Não porque seja o modelo primordial de negocio para essas rotas mas porque não custa nada e acrescenta receita sem custos. Por sua vez isso pode ajudar a manter rotas abertas ou aumentar as frequências, sem saturar a procura direta.

    1. Sim, acabará por ser alguma coisa desse género. As rotas que precisam de muito feed serão sempre por Lisboa. No Porto imagino que quando a coisa esteja em velocidade de cruzeiro, o objectivo de ligações ande pelos 10-20%, sendo o restante ponto-a-ponto.

    2. Para termos essa capacidade precisamos de rotas intercontinentais de jeito.

      Com o reforço dos EUA e do Brasil já poderíamos conseguir algo disso, mas se não houver essa aposta ficará sempre curto em termos de ligação.

      A nivel europeu não me parece que consigamos fazer muito disso.

    3. João, sejamos honestos qual a grande vantagem disso para a região? Os passageiros em ligação são normalmente passageiros com um desconto substancial isto se esse é o modelo primordial de negócio. Ora quem é que acha que paga a diferença? É o ponto a ponto. Isto é nós…
      Eu dispenso esse modelo de negocio que só serve para infalcionar o número de Pax, e possivelmente abrir meia dúzia de rotas que perdem dinheiro….

      Hub oportunista como o que falamos aqui é simplesmente nas sobras de espaço disponível nos aparelhos encher com Pax em ligação se isso for comptitivo. E compatível com a rede. A vantagem é que a rota depende da procura interna e é menos susseptivel a concorrência externa via outro hub.
      Aka see desaparecer todo o tráfego em ligação mantém-se porque está nunca dependeu disso para fazer sentido.

    4. João, tu no Porto já tens rotas intercontinentais de jeito, só não tens é grandes frequências ainda, mas pelo calendário da própria TAP em 2020 já devemos ter alguma coisa mais visível.

      Nuno, eu concordo parcialmente contigo na questão do ponto-a-ponto, mas há que ser realista e reconhecer que o passageiro em ligação, sendo bem gerido, permite um crescimento muito grande no nº de ligações e destinos diretos sem comprometer o ponto-a-ponto. Acho que nunca vi nenhuma cidade com um hub queixar-se disso e reclamar um modelo exclusivamente ponto-a-ponto.

    5. Lisboa é o melhor exemplo disso. Alguma vez teriam todos aqueles destinos não fosse o efeito hub?

    6. Sim, precisamos de mais rotas intercontinentais, sobretudo para o Brasil, com reforços para S. Paulo e Rio de Janeiro e porque não optar por outras cidades muito populosas, como Salvador, Brasília e Belo Horizonte.

    7. sim pete, claro, é mais uma questão de viabilidade de negocio em particular em moldes não core business, Eu ate tinha dito isso mesmo o acrescento de tráfego hub pode potenciar mais frequências e algumas rotas que não seriam possíveis sem esse tráfego, mas aí já começamos a entrar em areas com risco superior.

    8. Rotas de jeito era uma expressão, porque não temos quantidade de voos para eu considerar como tal. Não sei qual será a % de passageiros em ligação no Porto, mas deve ser super baixa.

      De qualquer forma os voos de ligação, com hub, tal como foi dito permite que haja um crescimento significativo a nivel de rotas que no ponto a ponto não têm massa critica e dessa forma consegues proporcionar uma atractividade muito maior. Na duvida entre Lx e Porto para um turista, em norma é mais interessante ir até Lx pela quantidade de voos directos que têm face ao Porto. Isto devido ao efeito hub TAP.

      Veja-se Frankfurt que não fosse o hub da Lufthansa não teria 1/5 dos voos que têm. A TAP também faz isso bem em Lisboa numa escala e geografia mais reduzida.

      De qualquer forma não vejo no médio prazo capacidade para isto se tornar um tema importante para o AFSC.

      Da mesma forma a não existência de hub vai limitar claramente o crescimento do AFSC a médio prazo.

    9. Paulo, no Brasil para além de São Paulo e Rio acho que neste momento só faz sentido pensar no Nordeste (onde os A32Sneo/B737MAX conseguem chegar).

      Nuno, estou a entender. Como core business no Porto realmente será quase impossível, mas consigo imaginar algumas rotas que poderiam funcionar muito à base de transferências sem ter esse problema. Por exemplo, destinos onde não há céus abertos ou onde consegues chegar com um A32Sneo a partir do Porto, mas não consegues de boa parte da Europa.

      João, obviamente que não vais ter um Barajas no Porto, mas à nossa escala acho que é possivel termos uma operação muito interessante. Dependendo do que for a ambição da TAP, acho que podemos ver as ligações representar até 10% dos pax do aeroporto em 5 anos.

    10. Pete sim sim claro, e faz sentido em termos de negocio. Até porque em termos de slots horárias o porto vai ficar com bastantes no ano que vem.

      Se o mercado ponto a ponto for suadavel com alguma ajuda de Pax em ligação o negócio pode fazer muito sentido, e eu desconfio que a TAP goste de ganhar dinheiro…

      Pessoalmente sou muito mais fã deste tipo de hub, que costumo chamar de hub opurtunistico.

      João está a exagerar e muito em relação a Frankfurt, continuaria a ser uma das regiões mais ricas da Alemanha e mais densamente povoadas. Convido o João a consultar a percentagem de Pax em ligação em Frankfurt não são 80%.

      Há uma probabilidade elevada que os hub’s mais fortes da Europa estejam nas zonas mais densamente povoadas e ou com maior poder econômico, justamente porque se apoiam em grande medida no seu ponto a ponto para potencializar o seu hub.

    11. Eu nao queria um Barajas, mas um Prat já não ia mal 🙂

      Relativamente a Frankfurt eu nao disse que 80% dos passageiros eram em transito (deve rondar os 60%). Disse apenas que nao fosse o hub da Lufthansa, não teria 1/5 dos voos. São cenários diferentes. Obviamente que há muito passageiro que voa directo para Frankfurt porque tem essa opção. Caso o hub da Lufthansa fosse em Munique, Hamburgo, Colónia ou Estugarda certamente que Frankfurt não teria a quantidade de voos que tem.

      Alias basta ver que Frankfurt sozinho tem tantos passageiros que a soma de Berlim, Hamburgo, Colónia e Estugarda!!!

    12. Ahahahah João Carvalho…. um Prat…. Barcelona está nos calcanhares de Madrid no número de passageiros, 2017 Madrid teve 53 Milhões e Barcelona 47 Milhões, sendo que em 2018 a diferença ficou bem menor… 6 e 7 maiores aeroportos da europa em pax em 2017…. Se falasses que ficavas satisfeito com uma Lisboazinha…. ainda percebia, agora comparar c Prat….

    13. Por ser um Prat também se pode compreender que se queira ser 90% do maior aeroporto do país. Se assim fosse seria para lá se estupendo. E irreal, IMO.

    14. João segundo os dados de 2017 em cada 14 pessoas que passam em Frankfurt 5,6 são em trânsito.

    15. Nós também não temos as necessidades de Barcelona para precisarmos de tanto longo curso, mas continuo a achar que há realmente espaço para se fazer uma coisa interessante, principalmente com os A321LR em jogo. A TAP dedicando 4 A321LR + 2 A332 ao Porto, juntamente com os parceiros (Air Canada, Azul, etc) consegue-se facilmente cobrir tudo o que é destino intercontinental principal no AFSC e criar um banco de ligações interessante.

      Sobre a comparação com Lisboa, acho algo com pouca importância, preocupa-me mais o que se vai fazer no Porto.

    16. Estava obviamente a “brincar” com o Prat.
      Era apenas um exemplo duma aeroporto que conseguiu ter um hub “secundário” muito interessante. Era um “sonho”.

      Bem engendrado, conseguimos qualquer coisa interessante. Pode ser que as low-cost ajudem no futuro deste cenário.

      Já agora, fui procurar e em FRA a % de passageiros em transito é de 58% (2016 e 2017) e se calhar mais 5% que fazem “transito” com ponto-a-ponto, digo eu 🙂

    17. Barcelona tem realmente uma oferta de longo curso já muito interessante, mas dessa oferta apenas uma pequena parte permite ligações em BCN e uma mais pequena parte corresponde a passageiros em ligação.

      Com a TAP, quase de certeza que conseguíamos no Porto um volume superior de ligações longomédio curso, apesar de ter menos voos e destinos.

  4. Finalmente a TAP olha para o Porto e começa a construir um hub!
    E cada vez mais se mostra que o Porto não é só das low cost. Veja-se a quantidade de companhias de bandeira e os aumentos que trazem consigo.
    É um orgulho seguir este blog ao longo dos anos e assistir ao progresso da nossa infraestrutura!

    1. Sem dúvida, mais que nada é percepção, porque o tráfego sempre foi muito equilibrado entre FSCs e LCCs no Porto. E nem é só a TAP, são as outras companhias com quem eles trabalham. A Azul no comunicado a anunciar a chegada ao Porto falava referia isso mesmo. Os própria escolha da TAP de voos para Bruxelas e Munique, tal como o reforço prévio de Zurique estão relacionadas com essa cooperação, que depois abre outras portas.

  5. Com estes voos intercontinentais e já com o cuidado que fiquem a “ligar” a outros destinos não será de esperar atenção a outros destinos em Espanha e França para potenciar efeito de hub?

    1. Sim, aliás, essa foi a linha já assumida publicamente por algumas figuras da própria TAP para as futuras rotas (juntamente com reforço do Reino Unido e Alemanha).

  6. Olá Pete!

    Porque refere a Terceira e Istambul como rotas possíveis de fazer ligação a partir destes novos destinos? Chegou-se a falar de uma segunda nova rota para os Açores, certo?

    1. Terceira e Istambul aparecem porque a TAP tem code-shares para esses destinos com a Azores e com a Turkish, e permite essas combinações.

      Alguém disse que ia aparecer essa 2ª rota para os Açores, mas nunca ninguém a confirmou oficialmente.

  7. “Brussels Airlines, companhia com quem a TAP coopera de forma muito eficaz”

    Colaboraram tao eficazmente que ate chegaram a ser multadas por conluio nos code-shares. 😀

    1. A Brussels costuma ter excelentes preços para a Europa com escala em Bruxelas. Mas só com os 2 voos deles muitas ligações ficam pelo caminho.
      Será que com o code share os preços dos voos em ligação poderão ser semelhantes?

    2. Se fizeres uma simulação com origem em Lisboa, vais reparar que não há grande diferença de preços seja o voo operado pela TAP ou pela Brussels, portanto o expectável é que no Porto seja a mesma coisa.

    1. Em principio tem tudo para correr bem, não tem nenhuma aposta arriscada. Definitivamente mais conservadores que em S18.

      Só falta mesmo saber se vai haver reforço do Brasil com o espaço livre dos A330 e se os horários vão ser alinhados com os de Nova Iorque, para maximizar já as ligações sem ter que esperar pela criação oficial do banco de ligações de longo curso em 2019.

    2. Boa tarde. Boas apostas da TAP, já tem um bocadinho de P no nome 😉
      Será que com o A330 livre a TAP apostará por exemplo em mais um movimento para S. Paulo (ou com a entrada da Azul, talvez Rio de Janeiro)? Poderá também adicionar Luanda? seria muito bom reforçar Luanda e competir com a TAAG.
      Eu sou bastante apologista de Maputo, mas penso que várias pessoas não partilham dessa opinião aqui no blog… e nós teremos que andar sempre com escalas a ir para lá… Tantos nortenhos a trabalhar e a visitar Moçambique…
      Já agora o 321 LR quando é entregue, alguém sabe?

    3. Diogo, eu já fui uma dessas “vítimas” de ir a Lisboa para voar para Maputo. Mas repara, comparando com Luanda, há muito mais portugueses em Angola, muito mais negócios, muito mais dinheiro a circular. A TAP mantém uma operação diminuta em Lisboa para Maputo, apenas 5 voos semanais. Não é uma boa decisão canibalizar essa rota com uma directa do Porto, até porque, a concorrência que existe no OPO-MPM é reduzida: a TAAG é a TAAG e fazer escala em Luanda não é uma experiência agradável; a LH obriga a duas escalas, em FRA e Joanesburgo o que também é muito chato e a Turkish obriga a um dispêndio de horas de viagem muito superior ao normal.

      Mais depressa a TAP reforça no Brasil ou investe em Luanda. É o que mais sentido faz, quer para as necessidades do AFSC, quer para as necessidades da TAP.

    4. Percebo e concordo em parte. Ainda assim, o facto de só haverem 5x por semana à partida de Lisboa seria uma mais-valia… Os Lisboetas que usem a ponte aérea para fazerem escala no Porto, é um escândalo assim tão grande? Os nortenhos lá a trabalhar são imensos.
      E sim, em termos de negócios e movimentação de petro dólares não há comparação, já em termos de potencial turístico (parques e reservas naturais, praias, etc Moçambique dá 10 a 0…., aliás ninguém vai de férias para Angola, o que no caso de Moçambique é um mercado existente e com muito potencial).

    5. Diogo, a questão dos A330 é boa e já tinha sido levantada pelo skiespassion no outro tópico. Vamos ver, espero que dê realmente espaço a mais frequências para o Brasil, que seria a decisão mais sensata, mas nunca se sabe.

      Não sei se estarão a estudar Luanda, mas acho que nesta altura ainda não fará sentido. Pode fazer nos próximos anos à medida que vão chegando os A321LR. Ainda assim, a ter voos Porto-África não sei se não faria sentido inicialmente ter outros destinos mais próximos com voo noturno em A32S, como Cabo Verde ou até Dakar.

      Maputo é a tal questão, há uma razão para o voo só ter 5 frequências por semana de Lisboa (em alguns periodos chega a ser menos até) e não ser diário, é porque não dá para mais. Como o João diz, não faz sentido. O potencial turístico não deixa de ser potencial. Quem sabe daqui a alguns anos, mas Moçambique está a 8000km de distância, e Portugal infelizmente não tem neste momento massa critica para ter alguém a apostar numa coisa operação desse tipo.

    6. Para Africa o facto do Porto não ser hub de nada impossibilita quase totalmente qualquer operação a curto prazo.

      Luanda pode fazer sentido, mas estando a TAAG na jogada seria preferível fazer o reforço da TAAG até porque estão neste momento focados em fazer de Luanda um hub africano, com ligações potencialmente interessantes a médio prazo.

      Pra Moçambique acho mesmo muito difícil e mais depressa vejo a Ethiopian cá do que propriamente alguma operação regular para Maputo.

      Relativamente à TAP e com a expansão da rede europeia o Brasil como destino reforçado seria bem interessante e com bastante potencial mas não me parece que vão abrir muito aqui a porta até porque Lisboa vive muito disso.

    7. João, tu ao final da noite já vais ter voos da TAP a chegar de Madrid, Barcelona, Milão, Genebra, Zurique, Paris, Londres, Bruxelas, Lyon + Frankfurt em code-share. Metes mais 1 ou 2 destinos fortes e já começas a ter uma base que te alimente algum outro voo.

      Sobre a TAAG concordo perfeitamente que para o aeroporto, neste momento, é preferível focar na TAAG. Mas realmente, a TAP com os A321LR pode eventualmente entrar a médio prazo sem grande risco.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.