Emirates chega ao Porto este Verão

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A Emirates, uma das maiores companhias do mundo, acaba de anunciar uma nova operação regular entre o Porto e o Dubai, com 4 voos semanais (3ªf, 5ªf, Sábados e Domingos) a partir de 2 de Julho. A operação está programada em equipamento Boeing 777-200LR, com uma configuração de 302 lugares (38 em executiva e 264 em económica). Serão os aviões com maior número de lugares disponíveis por voo a operar regularmente no AFSC.

A chegada de uma das grandes companhias do Médio Oriente é uma das peças fundamentais para estabelecer o Porto como aeroporto de longo curso. Dentro desse grupo de companhias aéreas, a Emirates seria sempre a opção preferencial: não só o Dubai é o principal destino de/para o Porto no Médio Oriente, como a rede da Emirates é mais extensa e com maior número de frequências que as concorrentes regionais para  geografias como África, Ásia, Médio Oriente e Oceania. Como referência, no comunicado a transportadora emirati dá como exemplos de destinos que esperam populares Luanda, Joanesburgo, Bangkok, Shanghai, Hong Kong, Melbourne e Sydney. Pelo Porto, é ainda expectável que sejam oferecidas algumas possibilidades de ligação, devido ao acordo entre a Emirates e a TAP, nomeadamente para território nacional.

Para lá dos passageiros, esta ligação vai disponibilizar umas impressionantes 18 toneladas de capacidade para carga aérea por voo, um segmento importantíssimo para a região e que se prevê muito demandado. O AFSC é já o principal aeroporto da faixa atlântica peninsular no que respeita a exportação de carga para países da União Europeia, no entanto, continua a ser muito pouco relevante fora desse espaço, principalmente por falta de voos de longo curso. A chegada da Emirates ganha assim importância redobrada para começar a inverter essa tendência. Não por acaso a rota Lisboa-Dubai é atualmente a que mais carga movimenta de/para Portugal (em ton).

Com a Emirates, sobe para 8 o número de transportadoras a oferecer voos de longo curso no aeroporto do Porto, e para 7 o número de destinos. Por sua vez, a oferta total neste segmento vai superar os 400.000 lugares em S19, e atingir um máximo de 34 voos por semana este verão.

Porto - Dubai
De A Frequência Partida Chegada Nº voo Equipamento
02 Jul. - - - - - - 2 - 4 - 6 7 17:35 04:15 (+1) EK 198 Boeing 77L
-
Dubai - Porto
De A Frequência Partida Chegada Nº voo Equipamento
02 Jul. - - - - - - 2 - 4 - 6 7 09:15 14:30 EK 197 Boeing 77L

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1-Segunda-feira    2-Terça-feira    3-Quarta-feira    4-Quinta-feira    5-Sexta-feira    6-Sábado    7- Domingo

+1: Dia seguinte                          As horas são locais

Foto: Josh May

38 comentários em “Emirates chega ao Porto este Verão”

    1. Até que ponto a carga pode sustentar esta rota “mais” que os pax? É assim tão lucrativo?

    1. Obviamente o objetivo é ter voo diário, menos que isso para um hub é sempre um produto algo “coxo”, mas ele não disse que já estavam a pensar nisso. Há que ir com calma.

  1. sao várias as pessoas que estao a encher os avioes da emirates em lisboa, com esta nova rota no Porto, será que em lisboa vai continuar com 2 diarios?

    1. Uma boa ocupação nos voos do Porto levará ao voo diário ou up grade do modelo de avião., O bi diário da Portela só será questionável se efetivamente quem defende o AFSC evitar as ligações via a Lx.
      Não vale a pena lamentar e comparar com Lx.

      Brevemente o Peter ( agora Pedro) irá informar que o AFSC já tem mais do que 40% do tráfego da Portela.
      Até há pouco tempo muitos dos nossos amigos referiam que este valor estava longe

    2. nes, Luís, passei os vossos comentários aqui para o artigo da Emirates.

      Para carga eles confirmaram que o Norte representava uns 40-50% do outbound, mas não sei exatamente quanto será em passageiros. Por outro lado ainda não vimos nenhuma companhia reduzir presença em Lisboa depois de replicar voos no Porto, se fosse esse o caso haveria pouco incentivo a fazer essa duplicação.

      Importante mesmo é que a partir de hoje também a Emirates está no Porto, e esperemos que em pouco tempo esteja todos os dias. Como curiosidade, no voo inaugural vem uma pequena comitiva de gestores portugueses nos EAU, juntamente com alguns executivos da Emirates e do Governo do Dubai, um excelente sinal.

      Também fizeram o habitual video promocional:

    3. Parece-me que são operações complementares e tanto Lisboa como o Porto têm capacidade para bi-diários da Emirates (principalmente no Verão).

      A Emirates vem complementar a oferta da Turkish e acredito que tanto a nível de outbound como de inbound vai representar um incremento muito forte em mercados mais distantes, nomeadamente Ásia/Oceania, mas também um tráfego mais recorrente de Africa.

      As agências de viagens também podem contribuir bastante nesta evolução com ofertas de pacotes de férias com voos regulares (algo que fazem bastante com as 2 companhias que falei) o que reduz a dependência de viajantes “independentes”.

      De qualquer forma é importante que a operação se consolide para já, passe rapidamente a diário e a partir daí poderemos ver com mais atenção os passos futuros.

    4. Acredito que teremos um efeito semelhante ao que aconteceu em Lisboa, e mesmo ao efeito que a Turkish foi tendo desde que chegou, são duas empresas fundamentais para desenvolver esses mercados.

      Mas acho 2 diários muito otimista, principalmente com 777s e em menos de 5 anos, sem esqueçer que provavelmente teremos outros concorrentes (AF, KLM, Finnair, Turkish, etc) a reforçar-se ou a entrar entretanto.

  2. Um artigo do Transportes e Negócios relativamente à situação da carga nos voos da Emirates: https://www.transportesenegocios.pt/emirates-oferece-8o-toneladas-semana-no-porto/

    Já imaginava que boa parte da carga nos Emirates de Lisboa fosse do Norte, mas 40/50% do volume de exportação é mais alto do que estava à espera, mas reflete bem o problema de capacidade de carga para longo curso no Porto.

    Achei interessante também a referencia a Espanha, onde há uma margem muito grande para crescer.

    1. Fará bem mais sentido sendo que renovaram muito recentemente o interior de todos os aviões desta classe. Segundo relatos estão top

    2. Sim, mudaram agora coincidindo com o reajuste da operação para a América do Sul e o fim do programa de retrofit das novas cabines. Faz mais sentido, por serem algo mais pequenos, e realmente o produto é muito superior, principalmente na executiva.

      Deixa é de haver primeira classe e há uma ligeira redução de lugares comparativamente ao previsto inicialmente, principalmente em económica, mas nada de preocupante.

    1. Mais ridiculo que eles são os espanhóis de outras regiões noutros fóruns, que não entendem esta aposta lol, principalmente por termos a rota antes de Alicante entre outros destinos…

    2. Piores? Mas os galegos estão a fazer algo de mal? Estão a apenas a informar a sua população, afinal o Porto é o principal aeroporto deles para voos para fora de Espanha.

    3. quem é que aqui disse “piores”? Lê melhor o texto…
      Disse ridiculo porque li muitos comentários sem nexo e algo parvo de espanhóis, na sua maioria de outras regiões, perplexos e aziados pela aposta da Emirates no Porto.

    1. É o mais provável que seja a próxima, mas também vejo muitas rotas cortadas por eles nos ultimos tempos por isso não sei

    2. A Norwegian está de rastos. É um buraco. Virem meter-se no mercado Porto-escandinávia que, historicamente, é muito difícil faz muito pouco sentido.

  3. Pete
    Referiu e muito bem na minha opinião, que o A339 seria mais adequado.
    Claro que a EMirates ainda não o tem, pelo que a minha expectativa seria que utilizassem o B777 na versão 200ER de que dispõem vários.
    Será para disputar o mercado dos passageiros vem ligações com a Turkish oferecendo um avião top?

  4. Uma espera de anos finalmente terminada! Fico honestamente feliz com esta novidade e espero que aumentem o número de passageiros… E agora que companhias faltam cá?(isto tem de ser sempre a seguir sem parar hehe)

    1. Próxima e a Qatar (até 2022 espero eu, se Portugal se qualificar para o Mundial 2022 bem que tem de haver voos LIS-DOH e OPO-DOH nessa altura de qualquer maneira) como disse noutros tópicos atrás e alguma asiatica quem sabe (Air China, falaram que iam resgatar a rota LIS-PEK da BCA, bem que e preciso com a quantidade de chineses que há por aqui), mais a delta (ATL/JFK) e American (PHL) e United para IAD/ORD a juntar a EWR todo o ano, assim de longo curso para médio prazo. Agr e focar LHR e FCO na TAP/BA/Alitalia e claro DY.
      Poderemos ter daqui a uns anos um Star Hub interessante, quer aqui, quer em Lisboa.

    2. Eu acho que agora o principal objetivo do aeroporto deveria ser captar mais companhias e destinos norte americanos. Washington, Philadelphia, Atlanta e JFK seriam rotas que trariam grandes benefícios à região.

    3. Abrir rotas desta dimensão não é a mesma coisa que abrir Porto-Malaga. É preciso algum tempo de amadurecimento da rota, perceber a real rentabilidade da rota, além de haver um mix interessante entre passageiros e carga no longo curso, que pode potenciar ou afundar uma rota.

      Se o sonho comanda a vida seria a Singapore, a AA, a Qatar, a Cathay, a Etihad, a Ethiopian, a Air China, a LATAM, …

      LA pra 2040 chegamos la, talvez no novo aeroporto!

    4. Novo aeroporto? Sem mais o aeroporto em termos de movimentos hora deve ser capaz com algumas obras de tantos movimentos quanto Lisboa que já voa nos 30 milhos de pax e deve ser capaz de chegar aos 37-40 milhões de pax

      Para alem disso apesar de algumas limitações é possivel colocar uma pista para NB do lado poente da pista, requer algumas expropriações mas é sempre muitíssimo mais barato do que aeroportos novos provavelmente no cu do mundo.

    5. Para se pensar em mais rotas intercontinentais acho que primeiro é preciso pensar em alimenta-las.
      E aí a TAP pode ter um papel muito importante. Não só nas rotas dela como noutras em code share, como é o caso deste voo da Emirates.

      Por exemplo, Malaga e Bilbao se fossem na TAP podiam ser duas rotas interessantes a alimentar o longo curso. E como estas outras…

    6. Tenham lá calma que eu estava a brincar… nem eu quereria um novo aeroporto, nem acho que venha a ser necessário.

      O efeito hub como ja referi noutros momentos é realmente altamente potenciador e nesse campo teremos sempre um calcanhar de Aquiles pois não temos efectivamente feed de curto/médio curso… a não ser Lisboa.

      Com a entrada da Emirates ficam +- cobertos todos os grandes hubs a Este, sendo que me parece que o reforço proximo será do outro lado do atlântico tanto a norte como a sul.

      A emirates para combater a Turkish terá sempre um grande desafio, até porque a Turkish faz parte da SA o que lhe dá automaticamente uma quantidade de oferta bem mais alargada. Por outro lado tenho a certeza que haverá muito boa gente que escolherá a Emirates pelo nome 😉

  5. Normal, normal, normal!
    Só chega atrasada, mas chegou.

    Vai ser certamente bastante util e terá certamente uma componente carga muito relevante.

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